O governo do venezuelano Hugo Chávez está fadado às plêmicas. Algumas envolvem um país, como o Brasil no caso do petróleo, outras entidades de defesa à liberdade de expressão, governantes, jornalistas e público, como quando o presidente não renovou a concessão da Rádio Caracas Televisión, que supostamente participou do golpe de estado em 2002, no qual Chávez ficou por alguns dias fora do poder. No dia 27 de maio, a RCTV saiu do ar e a Suprema Corte ordenou a apreensão de todos os equipamentos da emissora para serem utilizados por uma emissora estatal. Mas a emissora segue com sua programação na internet e, ainda, nenhum dos três mil empregados foram despedidos.
Os defensores de ambos os lados estão em pé de guerra, mas quase um mês depois do ato de Chávez, seus aliados estão ganhando. Para o jornalista venezuelano Ernesto Navarro é um dos defensores de Chávez. Em uma matéria ele relembra outros casos de fechamento de emissoras na América Latina e diz que sempre houve e há liberdade de expressão no País. No Brasil, Altamiro Borges, editor da revista Debate Sindical e autor do livro”Venezuela: originalidade e ousadia”, diz que a “emissora golpista já vai tarde“. Ele enumera diversos crimes da RCTV, como sonegação de impostos, evasão de divisas, difusão de pornografia e retenção das pensões dos funcionários. Além disso, ele diz que, no primeiro dia de exibição da televisão estatal que ficou no lugar da RCTV foram mostrados documentos que implicavam os Estados Unidos no golpe frustrado de 2002 e uma carta da secretária Condoleezza Rice em que pedia à emissora privada apoio financeiro a uma ONG contrária ao governo Chávez.
Alberto Dines, jornalista, criticou fortemente o governo de Hugo Chávez e o comparou ao governo brasileiro. “O pretexto para a violência foi tão convincente quanto o dos nossos “aloprados” que, na véspera da eleição do ano passado, inventaram um dossiê para comprometer a oposição e, quando foram flagrados, também acusaram a mídia de golpismo”. Escute a entrevista dele para o programa Observatório de Imprensa na rádio Cultura de São Paulo.
A força econômica do turismo não está somente em cidades históricas e praias paradisíacas e nem sempre é resultado do lazer das pessoas. Hoje, o turismo de eventos nacionais e internacionais tem mudado o panorama das estatísticas relacionadas a esse segmento. Porto Alegre é uma das cidades brasileiras que tem se beneficiado com essa mudança.
Quem diria que além de “ter uma mão de ferro”, Margareth Tatcher também teria um dedo nos conceitos da cibercultura? Pois tem. Foi por causa de sua política dura e austera que grupos de jovens ingleses se rebelaram contra o sistema vigente, inclusive o da música: o rock clássico dos Rolling Stones e dos Beatles. Com as bandas punk como Sex Pistols, Stormtrooper e The Clash também surgiu o conceito ciberculterês do “do it yourself” – ou faça você mesmo.
E é esse mesmo conceito que hoje está guiando nossa relação com a Internet. Primeiro éramos meros espectadores do mundo, das notícias, das empresas. Hoje podemos participar ativamente de tudo o que acontece ao nosso redor. Mais que isso: hoje podemos produzir e divulgar por nós mesmos.
A matéria de capa da revista Amanhã está ótima: consumidores que viram vendedores. E isso, graças a cibercultura. Agora, nós consumidores, podemos “nos meter” muito mais na elaboração de um produto seja por meio do blog oficial da empresa, da comunidade no orkut, do blog do vizinho, etc… Vale a pena ler. Temos exemplos práticos de como a cibercultura influencia a economia e o modo de fazer publicidade.